Conheça a história da Serra do Rio do Rastro




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Construção da Estrada da Serra do Rio do Rastro

A história da Serra do Rio do Rastro começa em 1870, quando os primeiros habitantes da região, levados pela necessidade de conseguir os gêneros de primeira necessidade que chegavam ao Porto de Laguna, abriram uma trilha na mata que ficou conhecida como “Serra do Doze” e foi o primeiro nome do lugar, que só depois passou a se chamar “Serra do Rio do Rastro”.

A viagem até a cidade portuária era feita em lombos de burros e a aventura podia levar dias. Na década de 80, a estrada foi pavimentada e iluminada. Mas até hoje mantém nas suas curvas acentuadas uma atração à parte. Além de facilitar a vida dos moradores, a Serra passou a ser o principal destino das pessoas que gostam de curtir a natureza.

A estrada tem 34 quilômetros. A subida começa em Lauro Müller e no alto da montanha fica Bom Jardim da Serra, uma cidade pequena e acolhedora. Ao chegar no topo da Serra, é impossível não parar.

No ponto mais alto fica um mirante, de onde é possível visualizar todas as curvas da estrada em meio à mata nativa. Este é o ponto da estrada mais apaixonante, quando se pode ver a imagem completa da Serra, as montanhas, árvores, pedras e pontos em que a água corre morro abaixo, um espetáculo completo visto de apenas um lugar.

A Serra do Rio do Rastro é uma das serras de Santa Catarina, localizada no sul do estado. É cortada pela rodovia SC-390,1 onde se tem uma espetacular vista da serra. Com muitas matas e cachoeiras, é um dos cartões-postais do estado. Localiza-se no município de Lauro Müller, a mais de 1421 metros de altitude (altitude do Mirante). Um mirante localizado em seu topo proporciona uma bela visão. O ponto mais elevado, próximo da descida da Serra do Rio do Rastro, a sudeste, é o Morro da Ronda, que tem um sugestivo banco de frente ao cânion de mesmo nome e possibilita o acesso pela rodovia, a sul (cerca de 500 m da SC-438) que leva ao interior de Bom Jardim da Serra, junto aos Aparados da Serra e tem 1507 m de altitude. Dele, avista-se o ponto mais elevado do estado do Rio Grande do Sul (Monte Negro com 1398 m) em dias claros, sempre olhando-se ao S. Ao N-NW, avista-se um dos 3 pontos mais elevados de SC, o Morro da Igreja com aproximadamente 1822–1826 m de altitude.

Em 2012, a Serra do Rio do Rastro foi eleita uma das “estradas mais espetaculares do mundo” por um site espanhol, ficando bem a frente das demais concorrentes.
O percurso da rodovia SC-390 é caracterizado por subidas íngremes e curvas fechadas, bem como pelos seus quiosques, ótimos locais para desfrutar a paz proporcionada pela natureza. Coberta pela mata Atlântica, com uma fauna bem diversa, com vários tipos de felinos de pequeno, médio e grande portes, uma fauna de macacos (bugios, macacos-prego, saguis), quatis, pacas, mãos-peladas, tatus, tamanduás e iraras, que são animais comuns numa mata atlântica preservada. Também há uma avifauna composta de águias chilenas, tiês-sangue, tucanos, araras, papagaios etc. Subindo desde o distrito de Guatá, percorre-se a floresta ombrófila densa (Mata Atlântica), com seus diversos níveis, e os mais elevados, são montanha e alta-montanha e depois, a Flora Rupicola, com endemismo considerável, no topo como uma franja a Matinha Nebular, depois em transição, Campos Sulinos e do outro lado da serra, a Floresta Ombrófila Mista (Mata das Araucárias), também com suas faces montanha e alto-montanha, alternado- com os Campos Sulinos em mosaicos campo-matas.

Além da grande beleza da paisagem, a Serra do Rio do Rastro faz parte de uma coluna estratigráfica clássica do antigo supercontinente Gondwana no Brasil, a Coluna White, tendo sido classificada como um dos sítios geológicos brasileiros, pela Comissão Brasileira de Sítios Geológicos e Paleobiológicos.2 3

Realmente é de rara e única beleza contemplar essa obra da natureza. Entretanto, para os motoristas desavisados, vale a pena tomar alguns cuidados adicionais: sendo a serra caracterizada por subidas muito íngremes e curvas fechadíssimas, em alguns trechos é impossível passar dois veículos de médio e grande porte ao mesmo tempo. Ou seja, se for cruzar numa curva com um caminhão, por exemplo, em alguns casos só será possível um veículo por vez. Daí a necessidade de os motoristas dos caminhões descerem acionando suas buzinas. Caso isso não ocorra, pode-se facilmente envolver-se num acidente. Portanto, vale a pena conhecer esta maravilha. Mas todo cuidado ao trafegar no trecho.

Fonte – Wikipédia










Galeria de Imagens Históricas




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